sábado, 16 de abril de 2016

Queria superar fácil igual você.

Cheguei em casa, tirei o jeans apertado e o substituí pela confortável camisola que me acompanha nas noites quentes e frias há alguns anos. Liguei o notebook, dei play na minha playlist favorita do spotify e peguei o celular pra ler as mensagens. Confesso que fiquei assustada na quantidade de mensagens que tinha do meu primo, abri preocupada e dentre as mais de 20 mensagens uma me chamou atenção “queria superar fácil igual você”.  Eu ri, fiz um tutorial no estilo step by step de como lidar com tal situação que estávamos lidando, nós conversamos muito, tivemos uma tentativa frustrada de converter o luto psíquico que estávamos enfrentando em piada e agora não consigo parar de pensar em como somos extremamente frágeis e adaptáveis.

Como conviver com nocautes que nosso sistema de recompensa nos dá de vez enquando? Como lidar com a sensação de ser trouxa? Como administrar o luto psíquico após perceber que não, você não é “x únicx da vida delx”? Como encarar esse dark sem parecer desesperada/desamparada/descontrolada?

Primeiramente, aceite que a culpa é sua. Quem criou a expectativa foi você. Tenha controle emocional e pelo menos tente administrar isso. Não se desespere, e se o desespero vier, lembre-se que nada dura pra sempre. Inclusive sua breve e idealizada história de amor (desculpa a franqueza).
Seja grata, se você está tão abalada por ter acabado, independente do motivo do fim desse ciclo, foi porque você viveu momentos bons, agradeça à Deus, à iemanjá, ao universo ou whatever por isso e sinta-se abençoada por ter tido a oportunidade de ter se divertido ao invés de ficar se vitimizando por nada dar certo na sua vida.

Dê uma pausa no Jorge e Mateus e se joga no Wesley Safadão. Tire de vista as coisas que te lembram a pessoa, cuide de você, mude algumas coisas de lugar. Inclusive suas prioridades.
Deixe pra sofrer por motivos que realmente valham a pena. Toda dor deve ser sentida, até porque quem não sabe o que é perder, nunca vai conhecer aquela "cosquinha" na barriga que a gente sente quando vence ou ganha algo.

Te dou o direito de dar a última lamentada por não ter dado certo, mas uma última só! Depois da última lamentada por não ter dado certo, eu é quem vou lamentar de ti se souber que tu continuas sofrendo e se martirizando (eu acho estranho falar tu continuas, mas ao mesmo tempo não consigo não conjugar o verbo quando estou escrevendo). E se você achar que vale a pena, vá atrás mesmo, não desista fácil, mas não insista pra sempre.

Lembre-se de algo muito importante:
1)      Não se prenda (ou pelo menos tente não se prender) e não tente prender ninguém a ti. Seja generosa, queira o bem, inclusive o seu. Deixar livre e deixar ir também é uma maneira de dizer “hey, eu gosto de você, quero te ver feliz, comigo ou sem mim. Se você for, eu espero que volte, mas se não voltar, espero que você tenha motivos pra sorrir todos os dias.”.
2)      Permaneça firme nos teus objetivos, crie novos planos, trace novas metas, seja mais forte que aquela sensação que é formada no cérebro, que a gente diz que sente no coração mas que na verdade se reproduz como um soco no estômago.

Saiba conviver com o luto psíquico, até você se acostumar, ou até aparecer outro alguém, outras risadas, outras cervejas, outros sorrisos, outros nocautes no seu sistema de recompensa. E só mais uma coisa: quem disse que eu supero fácil? Mas que bom que pelo menos finjo lido bem.


"Não aceite menos amor nem menos respeito do que você dá ao próximo." 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Fisiologia do sistema cardiovascular (Parte 2)

Tirou nota ruim na prova? Tá dando aquele mini infarto agudo no miocardio ao ver o cara que você tá afim nos corredores da faculdade? A prova vai ser tão difícil que você já está sentindo aquele leve "batedeira" e já começou a sudorese? Quando isso acontece, o que você deve fazer??????
Voltando pra minha saga Cristina Yang, vamos falar mais um pouco sobre fisiologia cardiovascular?

Você sabia que o músculo cardíaco só descansa nas pausas que duram milissegundos entre os batimentos? Acho que sim né! Hahahah mas o trabalho do coração, é equivalente a levantar três quilos a uma altura de trinta centímetros por minuto.

Recaptulando um pouco a anatomia, vamos lembrar que o ápice do coração é a parte de baixo, mais voltada para o lado esquerdo, e a base, é a parte de cima. O coração situa-se ventralmente entre os pulmões, e seu ápice repousa sobre o diafragma.
O coração tem um saco membranoso que o reveste, chamado de pericárdio. Entre o pericárdio e o coração, há uma fina camada de liquido pericárdico, que “lubrifica as batidas”.

Bom, todos os vasos sanguíneos principais emergem da base do coração. A aorta e o tronco pulmonar direcionam o sangue do coração para os tecidos e pulmões. As veias cavas e as veias pulmonares, trazem o sangue de volta para o coração. O sangue flui das veias para os átrios, e segue para os ventrículos por valvas que se abrem em um único sentido. Os ventrículos são as câmaras bombeadoras do sangue. O sangue deixa o ventrículo direito via tronco pulmonar e o esquerdo via aorta. Um conjunto de valvas guarda a saída dos ventrículos, de modo que o sangue não flua de volta para o coração após a ejeção.

Sendo assim, as valvas cardíacas asseguram o fluxo unidirecional no coração. Na anatomia vocês já viram os nomes das valvas, então vou pular essa parte.
Agora vamos pra melhor parte:

Como o músculo cardíaco se contrai sem inervação?

Sabemos que o coração é formado em sua maior parte, por células musculares cardíacas, e que o sinal para a contração miocárdica não provém do SNC. A maioria das células cardíacas é contrátil, mas o nosso coração possui células ESPECIALIZADAS em gerar potenciais de ação. Essas células são (incríveis) chamadas de células auto excitáveis, ou células marcapasso, pois são elas que determinam o ritmo das batidas do coração (que lindo gente!!!!).
As células marcapasso possuem suas particularidades, e o músculo cardíaco difere de forma significante do músculo estriado esquelético.
Sem mais delongas, esse esquema exemplifica muito bem o mecanismo contração/relaxamento do músculo cardíaco.










Potencial de ação de uma célula cardíaca contrátil

Fase 4: Nessa fase, o potencial de membrana encontra-se em repouso.
Fase 0: Despolarização. Vale lembrar que a onda de despolarização entra na célula contrátil pelas junções comunicantes. Os canais de sódio se abrem, permitindo que ele entre na célula e rapidamente a despolarize.
Fase 1: Repolarização  inicial. Canais de sódio se fecham, e a célula começa a repolarizar a medida que o potássio deixa a célula pelos canais de potássio abertos.
Fase 2: Platô. O platô é o resultado de dois eventos: diminuilão da permeabilidade ao potássio e o aumento de permeabilidade ao cálcio.
Fase 3: Repolarização rápida. Nessa fase, os canais de cálcio se fecham e a permeabilidade de potássio aumenta. Assim, o platô termina.

Células Marcapasso

Essa imagem representa o mecanismo da célula marcapasso. A imagem é auto explicativa, então vou soltar algumas informações aleatórias que eu acho interessantes:
a)      A estimulação simpática das células marcapasso aumenta a frequência cardíaca.
b)      A acetilcolina (ACh) reduz a frequência cardíaca.
c)      A despolarização começa no nó sinoatrial.

Sistema de condução do coração

1)      O nó sinoatrial despolariza
2)      A atividade elétrica vai rapidamente para o nó atrioventricular pelas vias intermodais
3)      A despolarização se espalha mais lentamente através do átrio.
4)      A despolarização move-se rapidamente pelo sistema de condução ventricular para o ápice do coração.
5)      A onda de despolarização se espalha para cima a partir do ápice.

No próximo post sobre fisiologia cardiovascular, eu vou abordar temas como: eletrocardiograma, dentre outros. Beijos pessoal, bom final de semana! 


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Fisioterapia do trabalho: Semana da Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA)

Oi genteeeeeee! Bom, quem é da UFG, sabe que ontem o Allison compartilhou um convite de uma empresa aqui da redondeza, a BRF, pra um projeto/evento super legal, que é a Semana da Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) e entrando no clima desse evento, pesquisei um pouco sobre a empresa e sobre alguns tipos de lesões comuns no ambiente de trabalho, prevenção e como a fisioterapia pode contribuir nesse ambiente.
Lendo essas coisas aprendi um pouquinho, provavelmente a maioria já sabe sobre o que eu tô postando, mas mesmo assim, resolvi dividir com a internet o que já estava dividido kkkk



A BRF é uma empresa do ramo alimentício, resumidamente a fusão entre Sadia feat. Perdigão. Eu particularmente nunca entrei dentro de uma empresa assim, mas imagino que os membros superiores não são poupados por esforços, inclusive esforços repetitivos, e provavelmente em algumas áreas dentro da empresa os membros são submetidos à baixas temperaturas, por conta do resfriamento.

(...) as lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho, que na maioria dos casos são tendinites, devem-se com frequência a traumatismos repetidos, resultantes de movimentos ou de posturas extremas. (Viana de Queiroz).

Em que nós fisioterapeutas podemos contribuir?

A fisioterapia do trabalho é uma especialidade que surgiu com o crescimento das organizações e complexidade de tarefas.

O fisioterapeuta do trabalho é responsável por analisar o ambiente de trabalho, identificando assim as alterações psicofisiológicas que podem causar as LER/DORT. Consequentemente deve orientar o trabalhador sobre medidas de prevenção, e iniciar o tratamento das patologias que podem acometê-lo (ALVES; OLIVEIRA; PREDONI, 2009).

A saúde ocupacional é resultado das ações preventivas para melhorar a saúde do trabalhador dentro da empresa, e fora do ambiente de trabalho. Objetivando a prevenção para que o trabalhador esteja apto a realizar sua atividade laboral (KAIZER et al,. 2009).

Não sei se vai ser o caso do pessoal dessa empresa, mas pelo que eu li, L.E.R. (lesões por esforço repetitivo), e DORT (Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho), são bastante comuns em empresas, principalmente nos membros superiores, pescoço e coluna.

O que causa essas lesões?
  • Posto de trabalho inadequado.
  • Atividades no trabalho que exijam força excessiva com as mãos, posturas inadequadas e desfavoráveis às articulações, repetição de um mesmo padrão de movimento e compressão mecânica das estruturas dos membros superiores.
  • Tempo insuficiente para realizar determinado trabalho com as mãos.
  • Jornada dupla ocasionada pelos serviços domésticos.
Como evitar?

  • Identifique tarefas, ferramentas ou situações que causam dolorimento e converse sobre elas com os profissionais da Comissão de Saúde Ocupacional e com sua Chefia.
  • Faça revezamento nas tarefas; procure aprender outras tarefas que exijam outros tipos de movimento.
  • Auxilie na identificação das posições incorretas e forçadas no trabalho. 
  • Informe claramente à sua chefia quando o tempo determinado para realizar uma tarefa for reduzido.
  • Procure conhecer os recursos de conforto do seu posto de trabalho.
  • Procure adotar as posturas corretas e evitar as posturas erradas.
  • Utilize a flexibilidade postural: levante-se de tempos em tempos, ande um pouco, espreguice-se, faça movimentos contrários àqueles da tarefa.
  • Não trabalhe com os ombros elevados, com os punhos em desvio radial, nem com o punho dobrado.
Exercícios para quem tem L.E.R.

Esses exercícios eu dei print de uma cartilha que o pessoal da UFPR fez, então, créditos à eles.


Gente, nós fisioterapeutas, podemos contribuir e muito pra melhora na qualidade da jornada de trabalho desse pessoal. São várias coisas que nós podemos promover além da saúde, bem estar e qualidade de vida. 

Podemos deixar nosso rastro trabalhando com ginástica laboral, tratando das disfunções dentro e fora da empresa, promover ações preventivas no próprio ambiente de trabalho, desenvolver programas coletivos a fim de prevenir lesões e acidentes, e uma das coisas que eu julgo mais importantes: promover palestras de conscientização.




sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Fisiologia do sistema cardiovascular: Introdução, pressão, volume, fluxo e resistência (parte 1)

Gente, vamos estudar um pouco do sistema cardiovascular?
Eu sou fã de Grey's Anatomy, e entrando no clima da Season 12, pra matar a saudades da Doctor Yang, eu fui estudar fisiologia cardiovascular. kkkk
Bom, vou dividir o post em algumas partes e vou postando aos poucos, pra não ficar gigante. Lembrando que como referência eu uso o Silverthorn (melhor que o Guyton, na minha opinião).

SISTEMA CARDIOVASCULAR

FUNÇÃO: Transporte. Não tem muito o que falar, nós ouvimos desde o ensino médio/fundamental que a função desse sistema é o transporte. Transporte de que?

1)      Nutrientes (agua, gases, etc)
2)      Materiais que se movem de célula pra célula. Ex: hormônios que são secretados pelas glândulas endócrinas são transportadas no sangue pra chegar em suas células-alvo.
3)      Resíduos celulares.



CONSTITUIÇÃO: O sistema circulatório é constituído por coração, vasos e sangue. Os vasos que levam o sangue a partir do coração são chamados de artérias, e os que trazem ao coração são chamados de veias.

À medida que o sangue é transportado pelo sistema, um sistema de valvas no coração e nas veias assegura que o sangue flua em apenas um sentido. Bom, o coração é dividido pelos septos em duas metades (direita e esquerda) e cada metade possui um átrio e um ventrículo. O átrio recebe sangue que retorna ao coração dos vasos e os ventrículos bombeiam o sangue para dentro dos vasos. O lado direito recebe sangue dos tecidos e é enviado aos pulmões para ser oxigenado. O lado esquerdo recebe o sangue oxigenado dos pulmões e é enviado para os tecidos.

PRESSÃO, VOLUME, FLUXO E RESISTÊNCIA.

Na fisiologia, buscamos compreender não só as estruturas, os órgãos, as funções envolvidas mas também o mecanismo do sistema.  Por exemplo, se perguntarmos à alguma pessoa que não é da área “por que o sangue flui?” provavelmente a resposta será algo do tipo: “pra transportar oxigênio e nutrientes à todo corpo.” O que não deixa de ser certo, mas uma resposta mecanicista simples pra mesma pergunta é que “líquidos e gases se movimentam a favor do gradiente de pressão, no sentido maior pressão -> menor pressão”.

No caso, o coração gera uma alta pressão quando se contrai, que faz com que o sangue flua para fora.
A pressão do líquido em movimento diminui com o aumento da distância. No coração e nos vasos, a pressão geralmente é medida em milímetros de mercúrio (mmhg). Lembrando que a pressão nos líquidos pode mudar sem alteração no volume (exemplo: encher um balão com água, amarrar e apertar. O volume de água vai ser o mesmo, mas a pressão quando você aperta, vai aumentar). No coração, o apertar da bexiga, pode ser comparado à contração ventricular. Agora quando a parede do recipiente com liquido se expande, a pressão sobre o liquido diminui.

Voltando ao conceito de que o sangue flui de uma área de maior pressão para uma área de menor pressão, pode-se dizer que o fluxo pelo tubo é diretamente proporcional ao gradiente de pressão. Já a resistência se opõe ao fluxo. Essa expressão diz que o fluxo é inversamente proporcional à resistência. Se a resistência aumenta, o fluxo diminui. Mas... quais parâmetros determinam a resistência? Para um liquido que flui por um tubo, a resistência é influenciada por três coisas: raio do tubo, comprimento do tubo e viscosidade do líquido.

Essa figura dispensa mais delongas.. gente, e pra fixar melhor, tem  o exemplo do canudo do milk-shake, quando o canudo é mais grossinho, tem o diâmetro maior, dá pra você suga-lo melhor do que se ele for fininho desses de tomar coca, por conta da diferença na resistência, assim como é mais fácil tomar só leite do que sorvete + leite (onde o sorvete torna o liquido mais viscoso). E o comprimento do tubo é relevante, pois com o atrito das paredes, a resistência aumenta.


No próximo post, vou falar sobre músculo cardíaco e o coração, vou abordar assuntos tipo: Como o músculo cardíaco se contrai sem inervação, sobre os gráficos e débito cardíaco. Beijos, bom final de semana pra você que leu até aqui. *-*

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Trigger Points

E ai pessoal, tudo bem?
Semestre passado fiz uma matéria chamada Fundamentos de Recursos Terapêuticos Manuais, que gente, é muito legal! Mas eu fui mal na primeira prova teórica e não fui muito bem na primeira prática também, ou seja, na segunda prova eu precisava me sair bem (e por votação da turma, a prova acabou sendo somente prática).

Logo, eu precisava muito arrasar, porque quem faz fisio sabe o quanto provas práticas são tensas e muitas vezes nós pecamos por nervosismo. Eu dei uma leve desesperada e estudei tanto, treinei tanto.. e no final deu tudo certo.

A técnica que eu vou resumir hoje é Trigger Points; que nada mais é do que em tradução livre, pontos de gatilho. Esses pontos são basicamente pontos específicos pra se tratar a dor, normalmente localizados em bandas de tensão, comumente discretos e irritáveis.  Esses pontos pode sem ativos (quando há dor mesmo sem o toque) e latentes (quando se reproduz a dor que o paciente tá sentindo com a manipulação do ponto).

Meu professor passou um quadro explicando os critérios de diagnóstico, que pra quem estuda na UFG, ele provavelmente passará também. Segue abaixo:

Créditos para os slides do Alisson.

Foi passado outras formas de diagnóstico também, quem se interessar pelo assunto, pode pesquisa-lo mais a fundo. Dado o diagnóstico, a técnica abraça duas etapas:

1 - O depósito de uma pressão constante sobre o ponto pelo tempo que for necessário para atingir a melhora de 80%.
2 - Fazer o alongamento do músculo o qual encontramos o trigger point. O alongamento deve ser passivo. Ou a liberação da fáscia.

Uma dica é que você não sabe quanto tempo vai demorar pra dor do paciente ser reduzida a 20% então procure uma posição confortável ao seu paciente e à você, terapeuta. Uma posição que permita que você possa ficar o tempo necessário aplicando a pressão sem se sentir desconfortos, pois se não quem vai acabar precisando de um terapeuta é você! Hahah

Bom, já que a ideia é resumir, vou postar a foto do meu próprio resumo dos músculos e suas respectivas dores (caneta rosa) e os alongamentos (caneta azul).




Bom, como tá meio esquisito o que eu escrevi, qualquer dúvida, pode me chamar no face, whatsapp, que eu vou ficar super feliz em tirar dúvida e tal, afinal, tô aproveitando enquanto a matéria ainda está fresquinha na memória. Beijos, boa semana à todos!
Acho que talvez pode ser útil pro pessoal que vai fazer a matéria ano que vem. 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Receitinha: Bolo de Frigideira



E quem disse que universitário não pode ser ~lê gourmet~?? kkk
Bom, ontem fiz esse super simples, rápido e prático bolinho de frigideira recheado com creme branco e nutella, e algumas pessoas pediram pra eu passar a receita.
Não tenho medidas, mas vamos lá:

Massa:

Farinha
1 ovo
Leite
Chocolate (se você quiser de chocolate)
Baunilha
Fermento em pó
Açúcar

Recheio:

Leite
Leite condensado
Maizena
Açúcar
Baunilha
Raspas de chocolate branco
Nutella (a nutella eu passo na massinha, tipo passar margarina no pão kk)

Modo de Preparo:

Gente, eu gosto de fazer o recheio primeiro, porque enquanto você faz a massa ele vai resfriando.. Então, é só misturar tudo e por no fogo até engrossar bastante. O recheio você pode soltar a imaginação! Pode adicionar frutas, fazer recheio de brigadeiro...

A massa, você também mistura tudo, até dar ponto de massa de bolo mesmo.. Vai adicionando os ingredientes de acordo com o tamanho que você quer.. Por exemplo, se quer um bolo com mais camadas, põe mais farinha, leite e tal.

Pra esse bolo da foto, que é pequeno (a "travessa" é um prato normal) eu usei mais ou menos uma xícara de farinha de trigo e fui acrescentando leite até dar o ponto.. misturei o chocolate em pó porque minha sobrinha queria de chocolate, mas já fiz massa de laranja (que é só substituir metade do leite por suco de laranja e por raspinhas também) e só de baunilha que ficaram ótimas. Eu vou provando o sabor, pra ir vendo se não tá muito doce, se não tá com muito gosto de ovo.. e a consistência, como eu disse fica mais ou menos de bolo normal.

Aí é só passar margarina numa frigideira anti aderente (fica gostoso o gostinho, mas pra quem não gosta, se a frigideira não grudar nem precisa) e ir fazendo como se fosse panqueca. Mas nesse caso, a massa cresce bastante.. e fica fofinha..

Dica: Você sabe a hora que tem que virar, quando a massa ficar cheia de furinhos.
Na hora de montar, coloque as rodelinhas de massa maiores primeiro, pra dar estabilidade.. Daí é só ir passando nutella, põe o recheio que vai estar mais firminho ainda, depois massa, nutella e recheio.. até terminar.

Outra dica é você passar a nutella na massa antes de colocar ela em cima do recheio, isso na segunda camada em diante.

Enfim, é isso, espero que gostem e façam em casa.. Pega a dica e reinventa!
Na próxima, quero tentar fazer de limão, a massa com raspinhas e suco de limão e o recheio de limão com leite condensado. Deve ficar bom!

Beijos, bom inicio de semana e mês à você que leu até aqui.
Se você fizer, me conta se ficou bom! 

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Violência Obstétrica: DENUNCIE!

Se você fosse abusada na rua, provavelmente denunciaria e iria atrás dos seus direitos, certo? Se alguém lhe roubasse algo, você iria querer lutar até o fim para recuperar o que lhe foi tirado, não é? E ficaria furiosa se te agredissem de alguma forma, tenho certeza.

E se eu te contasse que infelizmente agressões verbais e físicas estão acontecendo em hospitais e maternidades? O lugar onde você deveria estar a salvo, protegida, cuidada, nem sempre faz jus ao que é direito do paciente. E tem mais.. você sabia que muitas vezes a paciente nem sabe que está sendo agredida? A falta de informação ainda é grande. 

É triste saber que em pleno 2015, procedimentos não autorizados pela paciente são realizados, muitas vezes acompanhados de prejuízos psicológicos, fisiológicos e muitas vezes, sem saber a pessoa se cala e aceita a situação. Esses tipos de agressões são chamadas de violência obstétrica.

A violência obstétrica não é um assunto muito conhecido, mas ocorre com frequência no Brasil (o que me faz crer que esse assunto deve ser abordado às gestantes e à todas as mulheres que algum dia já tiveram ou pensam em ter filhos). Segundo informações do Ministério Público de São Paulo, a obstetrícia é MUNDIALMENTE a área médica com maior número de infrações.

Como eu posso identificar uma cena de violência obstétrica?


- Quando é negado à gestante atendimento.
- Quando há a episiotomia (corte na musculatura do períneo) com objetivo de apenas facilitar o procedimento aos profissionais. A episio é permitida sim, desde que realizada apenas em casos que envolvem risco de vida dos pacientes.
- Quando é negado um acompanhante.
- Ao gritar com a gestante.
- Quando é negada a escolha da forma do parto, e a paciente é encaminhada para procedimentos como cesárea também com objetivo de facilitar a vida do profissional.
- Quando não é dada privacidade à gestante e ao acompanhante.

Gente, há várias formas de violência. Os prejuízos causados pode ser comparado à prejuízos causados por estupros. A mulher que sofre violência obstétrica muitas vezes se rejeita, se limita, teme novas relações sexuais, tem tendência a ter depressão pós-parto e pode desenvolver medo de novas gestações. Sem contar nos danos físicos. Vale lembrar que o pai também sofre  com o desrespeito.
Portanto, denuncie! Se você sofreu essas agressões, não fique calada. 

Como denunciar?


Anote os fatos, peça cópia dos prontuários (o único custo que eles podem te cobrar é o da cópia) e vá a um advogado. Procure a defensoria pública do seu município. Seu corpo deve ser respeitado e acima de tudo, você é um ser humano que merece cuidado, atenção e novamente, respeito.

Repasse as informações, e busque se informar também. A melhor forma de erradicar, é espalhando informação. Não deixe que seu sonho se transforme em um pesadelo.

Abaixo, algumas fotos de um projeto fotográfico sobre violência obstétrica:




É isso aí, Fernanda!


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