segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Violência Obstétrica: DENUNCIE!

Se você fosse abusada na rua, provavelmente denunciaria e iria atrás dos seus direitos, certo? Se alguém lhe roubasse algo, você iria querer lutar até o fim para recuperar o que lhe foi tirado, não é? E ficaria furiosa se te agredissem de alguma forma, tenho certeza.

E se eu te contasse que infelizmente agressões verbais e físicas estão acontecendo em hospitais e maternidades? O lugar onde você deveria estar a salvo, protegida, cuidada, nem sempre faz jus ao que é direito do paciente. E tem mais.. você sabia que muitas vezes a paciente nem sabe que está sendo agredida? A falta de informação ainda é grande. 

É triste saber que em pleno 2015, procedimentos não autorizados pela paciente são realizados, muitas vezes acompanhados de prejuízos psicológicos, fisiológicos e muitas vezes, sem saber a pessoa se cala e aceita a situação. Esses tipos de agressões são chamadas de violência obstétrica.

A violência obstétrica não é um assunto muito conhecido, mas ocorre com frequência no Brasil (o que me faz crer que esse assunto deve ser abordado às gestantes e à todas as mulheres que algum dia já tiveram ou pensam em ter filhos). Segundo informações do Ministério Público de São Paulo, a obstetrícia é MUNDIALMENTE a área médica com maior número de infrações.

Como eu posso identificar uma cena de violência obstétrica?


- Quando é negado à gestante atendimento.
- Quando há a episiotomia (corte na musculatura do períneo) com objetivo de apenas facilitar o procedimento aos profissionais. A episio é permitida sim, desde que realizada apenas em casos que envolvem risco de vida dos pacientes.
- Quando é negado um acompanhante.
- Ao gritar com a gestante.
- Quando é negada a escolha da forma do parto, e a paciente é encaminhada para procedimentos como cesárea também com objetivo de facilitar a vida do profissional.
- Quando não é dada privacidade à gestante e ao acompanhante.

Gente, há várias formas de violência. Os prejuízos causados pode ser comparado à prejuízos causados por estupros. A mulher que sofre violência obstétrica muitas vezes se rejeita, se limita, teme novas relações sexuais, tem tendência a ter depressão pós-parto e pode desenvolver medo de novas gestações. Sem contar nos danos físicos. Vale lembrar que o pai também sofre  com o desrespeito.
Portanto, denuncie! Se você sofreu essas agressões, não fique calada. 

Como denunciar?


Anote os fatos, peça cópia dos prontuários (o único custo que eles podem te cobrar é o da cópia) e vá a um advogado. Procure a defensoria pública do seu município. Seu corpo deve ser respeitado e acima de tudo, você é um ser humano que merece cuidado, atenção e novamente, respeito.

Repasse as informações, e busque se informar também. A melhor forma de erradicar, é espalhando informação. Não deixe que seu sonho se transforme em um pesadelo.

Abaixo, algumas fotos de um projeto fotográfico sobre violência obstétrica:




É isso aí, Fernanda!


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Ame-se

Fugindo um pouco do contexto..
Hoje eu deixei um pouco a preguiça de lado, amarrei meus cabelos, vesti uma legging e calcei meus tênis que apesar de cronologicamente novos já estão descolados (no sentido de estar sem cola mesmo, com um vão entre a sola e o tecido kk). Fui caminhar no bosque que tem aqui perto de casa e fiquei pensando...

No fundo, a gente só tem a gente. Parece triste pra quem não se ama, mas reconfortante pra quem se quer bem. Portanto, cuide-se. Ame-se. Você jamais machucaria alguém que você amasse, então por quê as vezes é tão mal consigo mesmo? Apaixone-se pelo seu nariz tortinho, ou por aquela manchinha que não deveria estar ali. Aprenda a gostar daquela gordurinha localizada, ela parece ser sua melhor amiga, pois não te deixa nem quando você quer mandá-la pro espaço.

Se valorize, você sabe o valor que tem, e não deveria aceitar menos do que merece. Aprenda a dizer não. É libertador.

Deixe o ambiente em que você vive do jeito que você gosta. Ouça a música que lhe agrada, não importa se o que te deixa feliz é funk ou sertanejo (mas lembrar que existe fone de ouvido é muito recomendado). Permita-se um carinho, pare de cobrar tanto de si mesmo.

O bem estar deve estar dentro de você, no ambiente que você vive, na comida que você prepara, na música que você ouve. Esperar que o outro lhe dê esse sentimento é inútil. É egoísmo exigir do outro o que você não oferece nem mesmo à si. Aprenda a apreciar sua companhia e nunca mais terá um domingo chato. E provavelmente seus relacionamentos melhorarão depois de aprender isso.

Seja gentil, seja a pessoa a qual você dividiria o último pedaço de pizza numa sexta à noite e a solidão não se atreverá a bater na sua porta.

Despeço-me deixando essa imagem que resume o que eu tentei dividir:

E...

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Funções de cada área do córtex cerebral.

Oiii! Tudo bem com você? Como foi de final de semana?
Hoje o assunto é sobre as funções de cada área do córtex. Talvez seja útil pra quem vai fazer anatomia II, neuroanatomia ou neurologia (ainda não fiz a matéria, então não sei se o assunto será abordado lá) kkk 

Quem me conhece sabe que eu gosto muito da matéria, eu fui até monitora semestre passado e gostei muito da experiência. Meu professor foi extremamente competente, de boa.. e com certeza, se meus colegas de turma e eu aprendemos a gostar da disciplina, foi por culpa dele.

Bom, nosso córtex possui limites e funções definidas por suas áreas. Então temos área motora, área sensitiva, área de associação, centros que são encarregados pela visão, audição, tato, olfato e por ai vai.




O córtex pré frontal (em rosa), tem função de planejamentos, emoçoes, julgamentos.
O córtex de associação motora ou área pré motora (em verde), coordena movimentos.
O córtex motor primário, que na anatomia também é conhecido como giro pré-central (em vermelho), é responsável pela iniciação do comportamento motor, e o giro pós-central, nesse contexto conhecido como córtex sensorial primário (em azul escuro) recebe informação tátil do corpo (vibração, tato, temperatura, dor).
Em amarelo, temos a área de associação, que processa informações multisensoriais.
A área de associação visual (em laranja) tem como função o processamento complexo da informação visual.
O córtex visual está representado pelo verde exército. Ele detecta estímulos visuais simples.
A área de Broca, em preto, é responsável pela produção da fala.
Em marrom, o córtex auditivo detecta intensidade do som.
A área de associação auditiva (em azul claro) é responsável pelo processamento complexo da informação auditiva e memória. 
A área de Wernicke está colorida de verde limão, e tem como funçao compreensão da linguagem.

Essas informações não sairam da minha cabecinha, então vou deixar o link de onde eu encontrei a imagem e tudo mais pra que quem queira estudar mais a fundo o conteúdo possa visitar clicando aqui.

Abaixo, vou postar algumas imagens que eu achei no google mesmo que ilustra bem e torna tudo mais didático! 




Muito obrigada pela visita, espero que você tenha gostado *-* Adoraria ter sugestões, críticas e etc. Espero que seja útil. 
Lembre-se que apesar da matéria ser um pouco temida, ela é tranquila se nós associarmos ela com "a vida real".. Bora por nossos neurônios de associação pra trabalhar genteee!! kkkk Fiquem com Deus.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Curso + Cinesioterapia para amputados.

Pessoal, primeiramente, venho convidar vocês à fazer esse  SUPER CURSO realizado pelo pessoal do crefito 11, sonafe e sinfisio!! Voltado para profissionais da área ou estudantes de graduação! O investimento é de apenas 50,00😱
😍 Quem tiver interesse, pode falar comigo!! Vem gente, é uma excelente oportunidade pra você que quer ampliar seu conhecimento! Eu estou fazendo inscrições, e quem quiser realizar é só me chamar no whatsapp (64) 81598369.

Hoje, pensando no pessoal que vai entrar pro 4 período, o resuminho é uma fusão de duas matérias: cinesioterapia e prótese e órtese.
O post vai ser rapidinho, e é baseado em um trabalho que eu fiz em dupla com a Thaty C.

Bom, a amputação é a retirada total ou parcial de um membro, e pode ser causada por vários fatores (traumas, anomalias, neoplasias, problemas vasculares) e possui suas particularidades. Quando a amputação ocorre, alguns cuidados são indispensáveis (posso falar sobre esses cuidados em outro post) e no processo de reabilitação, temos a ajuda indispensável da cinesioterapia.

Com a cinesioterapia nós temos como objetivos a reeducação funcional, educação da mobilidade e equilíbrio pré e pós protética, aumento de força muscular, melhoria na deambulação, dentre outros que variam de paciente pra paciente. Nesse post vamos focar na amputação de membro inferior.

Na fase pré-protetização é indicado:
Enfaixamento do coto em forma de 8.
Dessensibilização do coto.
Eletroterapia.
Descarga de peso sobre o coto.
Alongamento (inclusive se a musculatura estiver encurtada)
Exercícios de equilíbrio.
Se houver dores fantasmas, leves tapas.

E depois, na fase pós-protetização:
Exercícios ativo assistido, passivo, ativo resistido e de propriocepção.
Descarga de peso sobre a perna e depois sobre a prótese.
Educação do sentar/levantar, reeducação da marcha e uso de muletas.
Educação na deambulação de superfícies lisas, com depressões, inclinações, subir e descer escadas.

Segue abaixo exercícios que podem ser feitos em casa ou na sua clínica super chique!


Balanceio de um lado para o outro, pode ser realizado tanto em casa quanto na clínica, observar crista iliaca e sinal de trendlemburg, é imortante que seja feito em frente ao espelho e ajuda na familiarização com a prótese e descarga de peso. 

 
Marcha lateral, é indicada apenas após avaliação do equilíbrio do paciente, usa-se mesa comprida ou parede. Trabalha adutores.
É bom iniciar com as barras paralelas para maior segurança do paciente. Há a descarga de peso na prótese, e é importante o terapeuta corrigir torções, inclinações excessivas no tronco e na pelve. Quando o paciente tiver mais de boa, pode até desequilibrar o paciente.

Agradeço aos professores Patricia e Roberto por terem passado seus conhecimentos. :)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Apresentação

Oi, eu sou a Ana, também conhecida como Nacamura, ou - para as íntimas - anida. Em 2013 sai da minha cidade natal, iniciando uma nova fase, com muito frio na barriga mas com uma sensação de que iria dar certo! Peguei minhas malas e parti para Jataí, Goiás, onde  estou cursando fisioterapia na UFG.

Minha breve história com a fisioterapia foi uma relação de amor e ódio. No começo, eu pensei: "meu Deus, o que eu estou fazendo com a minha vida?". No ensino médio, eu queria ser jornalista, virar escritora, publicar livros, ter um monte de canecas, um blog e viver pela escrita. Mas em meio a toda tensão que o terceirão oferece, toda a cobrança, todo o desespero, acabei optando por fisioterapia.

Ao desenrolar do curso, mesmo em meio à tanta indecisão, inseguranças, trancos feat barrancos, desesperos, sono acumulado, coletivos perdidos, deslizamentos, testes, jalecos esquecidos, provas praticas super tensas, estou aprendendo a ser uma fisioterapeuta! Sendo telespectadora por alguns minutos das minhas quase três primaveras dedicadas ao curso, só percebo que eu não poderia ter feito escolha melhor. E pretendo postar cada passo dessa jornada aqui.

Um dia alguém me disse algo mais ou menos assim "você não precisa de desistir de um sonho pra realizar outro", e cá estoy yo, criando esse blog, alimentando a little jornalista que há dentro de mim, com a intenção de dividir com o mundo minhas experiências, opiniões, dicas, coisas do dia a dia, conhecimentos, que estão longe de ser grandes, ou absolutos ou qualquer coisa do tipo, mas que podem ser útil pra alguém.. Ou não, né! hahahah.

Espero que gostem!
E tudo o que fizer, na dúvida... Coloca amor que dá certo!

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